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Tabela CID Direito ao BPC 2026: 50 Códigos Aceitos pelo INSS

Atualizado em 27 de maio de 2026
14 min de leitura
Tabela CID BPC documentação INSS orientação avaliação biopsicossocial 2026
Profissional do CRAS orienta sobre documentação CID para pedido de BPC; benefício de R$ 1.621 em 2026 exige avaliação biopsicossocial (Lei 13.146/2015). Fonte: gov.br/mds.

Aqui no Nosso Direito mapeamos os 50 códigos CID-10 mais frequentes em pedidos de BPC aprovados pelo INSS em 2026. Esta tabela reúne os CIDs em ordem alfabética por código — de A30 (hanseníase) a T93 (amputações) — para consulta rápida de quem precisa verificar se a sua condição pode dar direito ao benefício de R$ 1.621 mensais (Lei 8.742/93, art. 20 + Decreto 12.797/2025). Para detalhes por capítulo, veja as listas específicas por especialidade.

CID não é critério único para o BPC. A aprovação depende da avaliação biopsicossocial (Lei 13.146/2015, art. 2º) que avalia impedimento de longo prazo (mínimo 2 anos) + critério de renda per capita familiar de até R$ 405,25 (1/4 do salário mínimo de 2026). A tabela abaixo lista condições frequentemente aceitas, não garantias de aprovação.

Tabela resumo: 50 CIDs aceitos para BPC em 2026

A tabela abaixo consolida os 50 códigos CID-10 mais recorrentes em concessões de BPC. Cada linha traz o código, a condição e o capítulo da CID-10 correspondente. Clique na condição para ver o artigo detalhado sobre aquele CID e o BPC.

CIDCondiçãoCapítulo CID-10
A30HanseníaseI — Infecciosas
B20-B24HIV/AIDSI — Infecciosas
C00-D48Neoplasias (Câncer)II — Neoplasias
D57Anemia FalciformeIII — Sangue
E10-E14Diabetes MellitusIV — Endócrinas
F00-F03DemênciasV — Mental
F10-F19Uso de SubstânciasV — Mental
F20EsquizofreniaV — Mental
F31Transtorno BipolarV — Mental
F32-F33Depressão SeveraV — Mental
F41.0Síndrome do PânicoV — Mental
F43.1TEPTV — Mental
F60.3BorderlineV — Mental
F70-F73Deficiência IntelectualV — Mental
F80Apraxia da FalaV — Mental
F81DislexiaV — Mental
F84TEA (Autismo)V — Mental
F88TPS / Atraso GlobalV — Mental
F90TDAHV — Mental
G12.2ELAVI — Nervoso
G20ParkinsonVI — Nervoso
G30AlzheimerVI — Nervoso
G35Esclerose MúltiplaVI — Nervoso
G40EpilepsiaVI — Nervoso
G56.0Túnel do CarpoVI — Nervoso
G71Distrofia MuscularVI — Nervoso
G80Paralisia CerebralVI — Nervoso
G91HidrocefaliaVI — Nervoso
G93.1AVC (sequelas)VI — Nervoso
H40GlaucomaVII — Olhos
H35.3Retinopatia DiabéticaVII — Olhos
H35.5Retinose PigmentarVII — Olhos
H54CegueiraVII — Olhos
H90SurdezVIII — Ouvidos
I10Hipertensão GraveIX — Circulatório
I50Insuficiência CardíacaIX — Circulatório
I82Trombose VenosaIX — Circulatório
J44DPOCX — Respiratório
K50Doença de CrohnXI — Digestivo
K70-K77Hepatite/CirroseXI — Digestivo
L93/M32LúpusXII-XIII — Pele/Muscular
M05-M06Artrite ReumatoideXIII — Musculoesq.
M19ArtroseXIII — Musculoesq.
M51Hérnia de DiscoXIII — Musculoesq.
M54Lombalgia CrônicaXIII — Musculoesq.
M79.7FibromialgiaXIII — Musculoesq.
M80-M82OsteoporoseXIII — Musculoesq.
N18Insuficiência RenalXIV — Geniturinário
Q90Síndrome de DownXVII — Congênitas
T93AmputaçõesXIX — Lesões

Infecciosas e parasitárias (Capítulos I-II da CID-10)

Duas condições infecciosas figuram entre os CIDs mais frequentes em concessões de BPC. Ambas exigem documentação de cronicidade e impedimento funcional de longo prazo (Lei 8.742/93, art. 20, §2º).

  • A30 — Hanseníase: doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae. Quando causa lesões nervosas permanentes, deformidades ou incapacidade funcional, pode configurar impedimento de longo prazo. Saiba mais sobre hanseníase e BPC.
  • B20-B24 — HIV/AIDS: infecção pelo HIV em estágio avançado (AIDS) com comprometimento imunológico grave e infecções oportunistas recorrentes. A jurisprudência reconhece o estigma social como fator agravante na avaliação biopsicossocial. Veja HIV e BPC em detalhes.

Neoplasias e doenças do sangue (Capítulos II-III)

Cânceres e doenças hematológicas crônicas estão entre os CIDs com maior taxa de aprovação no BPC quando documentadas limitações funcionais persistentes.

  • C00-D48 — Neoplasias (Câncer): qualquer neoplasia maligna em tratamento ativo (quimioterapia, radioterapia) ou com sequelas permanentes pode configurar deficiência. O INSS avalia o impacto funcional, não apenas o diagnóstico. Lista completa de CIDs oncológicos.
  • D57 — Anemia Falciforme: doença hereditária com crises vaso-oclusivas que causam dor intensa e podem comprometer órgãos. A cronicidade e frequência das crises costumam configurar impedimento de longo prazo. Anemia falciforme e BPC.

Endócrinas e transtornos mentais (Capítulos IV-V)

O Capítulo V (transtornos mentais e comportamentais) concentra 14 dos 50 CIDs desta tabela — é o maior grupo. Diabetes com complicações graves também aparece com frequência. A avaliação biopsicossocial pela Lei 13.146/2015 (LBI), art. 2º é obrigatória para todas estas condições.

E10-E14 — Diabetes Mellitus

Diabetes isolado geralmente não configura deficiência para BPC. O impedimento surge quando há complicações graves: retinopatia diabética (perda visual), nefropatia (insuficiência renal) ou neuropatia com perda funcional dos membros. Retinopatia diabética e BPC.

Transtornos mentais (F00-F90)

Os CIDs psiquiátricos exigem documentação robusta porque não há exame de imagem que comprove o transtorno — laudos consecutivos, acompanhamento em CAPS e histórico clínico longitudinal são decisivos. Para a lista completa com critérios por transtorno, veja a lista de CIDs psiquiátricos para BPC.

  • F00-F03 — Demências: demências degenerativas com perda cognitiva progressiva e de autonomia. Alzheimer e BPC.
  • F10-F19 — Uso de Substâncias: dependência química grave com comprometimento funcional crônico. Dependência química e BPC.
  • F20 — Esquizofrenia: transtorno psicótico crônico com alto índice de aprovação quando há deterioração funcional documentada. Esquizofrenia e BPC.
  • F31 — Transtorno Bipolar: doença crônica com episódios maníacos e depressivos recorrentes. Bipolar e BPC.
  • F32-F33 — Depressão Severa: apenas depressão grave com sintomas psicóticos (F32.3) ou episódios recorrentes refratários (F33.2/F33.3). Depressão e BPC.
  • F41.0 — Síndrome do Pânico: geralmente aceito quando associado a agorafobia grave com confinamento domiciliar documentado por mais de 2 anos. Pânico e BPC.
  • F43.1 — TEPT: estresse pós-traumático crônico com prejuízo funcional severo e refratariedade ao tratamento. TEPT e BPC.
  • F60.3 — Borderline: transtorno de personalidade com automutilação recorrente e comorbidades graves. Borderline e BPC.
  • F70-F73 — Deficiência Intelectual: deficiência intelectual leve a profunda avaliada pelo IFBrA. Deficiência intelectual e BPC.
  • F80 — Apraxia da Fala: distúrbio motor da fala infantil severo. Apraxia e BPC.
  • F81 — Dislexia: transtorno de aprendizagem que pode configurar impedimento quando associado a comorbidades. Dislexia e BPC.
  • F84 — TEA (Autismo): transtorno do espectro autista em qualquer grau de suporte, com alta taxa de aprovação. Autismo e BPC.
  • F88 — TPS / Atraso Global: transtorno do processamento sensorial ou atraso global do desenvolvimento. TPS e BPC.
  • F90 — TDAH: TDAH severo com prejuízo funcional significativo, geralmente com comorbidades. TDAH e BPC.

Doenças do sistema nervoso (Capítulo VI)

As doenças neurológicas representam 10 dos 50 CIDs da tabela. Condições degenerativas como ELA (G12.2), Parkinson (G20) e Alzheimer (G30) têm alto índice de aprovação por causa do curso progressivo e irreversível — documentado por neurologista com exames complementares (ressonância, eletroneuromiografia).

  • G12.2 — ELA: doença neurodegenerativa progressiva com alto índice de aprovação. ELA e BPC.
  • G20 — Parkinson: compromete mobilidade, coordenação e autonomia progressivamente. Parkinson e BPC.
  • G30 — Alzheimer: demência degenerativa com perda de memória e capacidade de autocuidado. Alzheimer e BPC.
  • G35 — Esclerose Múltipla: doença autoimune do SNC com surtos e limitações cumulativas. Esclerose múltipla e BPC.
  • G40 — Epilepsia: epilepsia refratária com crises frequentes que impedem atividades diárias. Epilepsia e BPC.
  • G56.0 — Túnel do Carpo: síndrome bilateral grave com perda funcional das mãos. Túnel do carpo e BPC.
  • G71 — Distrofia Muscular: doenças genéticas com degeneração muscular progressiva. Distrofia muscular e BPC.
  • G80 — Paralisia Cerebral: condição neurológica permanente da infância com alterações motoras. Paralisia cerebral e BPC.
  • G91 — Hidrocefalia: acúmulo de líquor com comprometimento neurológico permanente. Hidrocefalia e BPC.
  • G93.1 — AVC (sequelas): déficit motor, cognitivo ou de linguagem permanente pós-AVC. AVC e BPC.

Doenças sensoriais — olhos e ouvidos (Capítulos VII-VIII)

Deficiências visuais e auditivas têm critérios objetivos de avaliação (acuidade visual, campimetria, audiometria), o que facilita a comprovação do impedimento funcional perante o INSS.

  • H40 — Glaucoma: glaucoma avançado com perda significativa de campo visual documentada por campimetria. Glaucoma e BPC.
  • H35.3 — Retinopatia Diabética: complicação ocular do diabetes com perda visual progressiva. Retinopatia e BPC.
  • H35.5 — Retinose Pigmentar: doença hereditária degenerativa da retina com perda da visão periférica. Retinose pigmentar e BPC.
  • H54 — Cegueira: deficiência visual severa ou cegueira total — alta probabilidade de aprovação. Cegueira e BPC.
  • H90 — Surdez: deficiência auditiva severa a profunda bilateral com impacto na comunicação. Surdez e BPC.

Cardiovascular, respiratório e digestivo (Capítulos IX-XI)

Doenças destes sistemas exigem documentação de estágio avançado e limitação funcional severa. O INSS tende a aprovar quando há dependência de tratamento contínuo (diálise, oxigenoterapia) ou classificação funcional grave (NYHA III-IV para cardiopatias).

  • I10 — Hipertensão Grave: hipertensão resistente com lesão de órgãos-alvo documentada. Hipertensão e BPC.
  • I50 — Insuficiência Cardíaca: classe funcional NYHA III-IV com limitação severa a atividades. Insuficiência cardíaca e BPC.
  • I82 — Trombose Venosa: trombose profunda com síndrome pós-trombótica crônica. Trombose e BPC.
  • J44 — DPOC: doença pulmonar obstrutiva crônica avançada com dependência de oxigênio. DPOC e BPC.
  • K50 — Doença de Crohn: doença inflamatória intestinal crônica com crises recorrentes. Crohn e BPC.
  • K70-K77 — Hepatite/Cirrose: comprometimento funcional severo do fígado com classificação Child-Pugh B/C. Hepatite e BPC.

Musculoesqueléticas e pele (Capítulos XII-XIII)

As doenças musculoesqueléticas representam 8 dos 50 CIDs — o segundo maior grupo da tabela. A principal exigência do INSS é documentação objetiva da limitação funcional: laudos ortopédicos, ressonância magnética, eletroneuromiografia e escalas de dor.

  • L93/M32 — Lúpus: lúpus eritematoso sistêmico com comprometimento de múltiplos órgãos e crises recorrentes. Lúpus e BPC.
  • M05-M06 — Artrite Reumatoide: destruição articular progressiva com limitação funcional documentada. Artrite reumatoide e BPC.
  • M19 — Artrose: artrose severa em múltiplas articulações com limitação de mobilidade comprovada. Artrose e BPC.
  • M51 — Hérnia de Disco: hérnia discal com compressão nervosa e limitação funcional. Hérnia de disco e BPC.
  • M54 — Lombalgia Crônica: dor lombar crônica incapacitante por mais de 2 anos. Lombalgia e BPC.
  • M79.7 — Fibromialgia: dor crônica generalizada com limitação funcional severa. Fibromialgia e BPC.
  • M80-M82 — Osteoporose: osteoporose severa com fraturas patológicas recorrentes. Osteoporose e BPC.

Renal, congênitas e lesões (Capítulos XIV-XIX)

Três categorias adicionais completam os 50 CIDs: doença renal crônica avançada, condições genéticas congênitas e sequelas de lesões traumáticas.

  • N18 — Insuficiência Renal: doença renal crônica estágio 4-5 com necessidade de diálise ou transplante. Insuficiência renal e BPC.
  • Q90 — Síndrome de Down: condição genética com deficiência intelectual e alta taxa de aprovação desde o nascimento. Síndrome de Down e BPC.
  • T93 — Amputações: amputação de membro com perda funcional permanente, especialmente membros inferiores. Amputação e BPC.

CID não é critério único — como funciona a avaliação

Ter um dos 50 CIDs desta tabela é o ponto de partida, não a garantia de aprovação. O INSS concede o BPC PCD com base em três pilares cumulativos definidos pela Lei 8.742/93, art. 20 e pela Lei 13.146/2015 (LBI), art. 2º:

  • 1.
    Impedimento de longo prazo — condição médica que produz efeitos por no mínimo 2 anos, avaliada pelo IFBrA (Índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado).
  • 2.
    Critério de renda — renda per capita familiar de até R$ 405,25 (1/4 do salário mínimo de R$ 1.621 em 2026, conforme Decreto 12.797/2025). O STF, no RE 567.985 (Tema 27), reconheceu que a condição de miserabilidade pode ser demonstrada por outros meios de prova além do critério de 1/4 do salário mínimo.
  • 3.
    Inscrição no CadÚnico — CadÚnico atualizado é pré-requisito obrigatório (Decreto 11.016/2022). Sem ele, o pedido é indeferido antes da avaliação médica.

Fluxo prático do pedido: CRAS (CadÚnico) → Meu INSS ou telefone 135 (requerimento) → Avaliação social + Perícia médica com IFBrA → Decisão do INSS em até 90 dias corridos (acordo homologado pelo STF no RE 1.171.152). Para um passo a passo completo, veja o guia de CID e laudos médicos para BPC.

💬 Tem dúvidas sobre laudos e CIDs pro seu caso?

Nosso canal pode esclarecer documentos médicos necessários pro BPC.

Próximos passos

Se o seu CID aparece nesta tabela, o próximo passo é reunir a documentação médica completa — laudo com CID-10, relatórios de tratamento e exames complementares — e verificar se sua família cumpre o critério de renda per capita de até R$ 405,25. Um advogado especializado pode avaliar as particularidades do seu caso e orientar sobre a melhor estratégia para o pedido ou recurso.

As informações deste artigo são de caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado. Cada caso é individual e depende das circunstâncias específicas avaliadas pelo INSS.

❓ Perguntas Frequentes

Qual CID dá direito ao BPC automaticamente?

Nenhum CID garante aprovação automática do BPC. O INSS avalia o impedimento de longo prazo (mínimo 2 anos) pela avaliação biopsicossocial (Lei 13.146/2015, art. 2º), não pelo código CID isolado. Condições como esquizofrenia (F20), paralisia cerebral (G80) e cegueira (H54) têm alta taxa de aprovação, mas cada caso é analisado individualmente pelo IFBrA.

Quantos CIDs podem dar direito ao BPC em 2026?

Não existe número fixo de CIDs aceitos. A tabela neste artigo lista os 50 códigos CID-10 mais frequentes em pedidos aprovados, mas qualquer condição que configure impedimento de longo prazo na avaliação biopsicossocial pode dar direito ao BPC de R$ 1.621 mensais (Decreto 12.797/2025), desde que cumprido o critério de renda per capita de até R$ 405,25 (1/4 do salário mínimo).

Preciso de laudo com CID para pedir o BPC?

Sim, o laudo médico com CID é documento essencial. O médico deve emitir relatório detalhado com o código CID-10, descrição da condição, tempo de evolução e impacto funcional. Para BPC PCD, o laudo é avaliado na perícia médica junto com o IFBrA. Laudos do SUS (CAPS, UBS, hospitais públicos) são aceitos e têm peso na avaliação.

CID psiquiátrico (F) é aceito para BPC?

Sim, CIDs psiquiátricos são aceitos para BPC. Transtornos como esquizofrenia (F20), transtorno bipolar (F31), depressão grave (F32.3/F33.3) e autismo (F84) podem configurar deficiência. O desafio é probatório: não há exame de imagem, então laudos consecutivos, acompanhamento em CAPS e histórico clínico longitudinal são decisivos.

A tabela CID-10 muda de ano para ano?

Os códigos CID-10 são estáveis — a OMS publicou a CID-10 em 1992 e ela continua vigente no Brasil. O que muda anualmente são os valores do BPC (R$ 1.621 em 2026, conforme Decreto 12.797/2025) e eventuais critérios operacionais do INSS. A CID-11 foi aprovada pela OMS em 2019, mas o Brasil ainda não adotou oficialmente para fins previdenciários.

❓ Perguntas Frequentes

Qual CID dá direito ao BPC automaticamente?

Nenhum CID garante aprovação automática do BPC. O INSS avalia o impedimento de longo prazo (mínimo 2 anos) pela avaliação biopsicossocial (Lei 13.146/2015, art. 2º), não pelo código CID isolado. Condições como esquizofrenia (F20), paralisia cerebral (G80) e cegueira (H54) têm alta taxa de aprovação, mas cada caso é analisado individualmente pelo IFBrA.

Quantos CIDs podem dar direito ao BPC em 2026?

Não existe número fixo de CIDs aceitos. A tabela neste artigo lista os 50 códigos CID-10 mais frequentes em pedidos aprovados, mas qualquer condição que configure impedimento de longo prazo na avaliação biopsicossocial pode dar direito ao BPC de R$ 1.621 mensais (Decreto 12.797/2025), desde que cumprido o critério de renda per capita de até R$ 405,25 (1/4 do salário mínimo).

Preciso de laudo com CID para pedir o BPC?

Sim, o laudo médico com CID é documento essencial. O médico deve emitir relatório detalhado com o código CID-10, descrição da condição, tempo de evolução e impacto funcional. Para BPC PCD, o laudo é avaliado na perícia médica junto com o IFBrA. Laudos do SUS (CAPS, UBS, hospitais públicos) são aceitos e têm peso na avaliação.

CID psiquiátrico (F) é aceito para BPC?

Sim, CIDs psiquiátricos são aceitos para BPC. Transtornos como esquizofrenia (F20), transtorno bipolar (F31), depressão grave (F32.3/F33.3) e autismo (F84) podem configurar deficiência. O desafio é probatório: não há exame de imagem, então laudos consecutivos, acompanhamento em CAPS e histórico clínico longitudinal são decisivos.

A tabela CID-10 muda de ano para ano?

Os códigos CID-10 são estáveis — a OMS publicou a CID-10 em 1992 e ela continua vigente no Brasil. O que muda anualmente são os valores do BPC (R$ 1.621 em 2026, conforme Decreto 12.797/2025) e eventuais critérios operacionais do INSS. A CID-11 foi aprovada pela OMS em 2019, mas o Brasil ainda não adotou oficialmente para fins previdenciários.

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📚 Fontes Oficiais e Referencias Legais

Este artigo foi baseado exclusivamente em fontes oficiais do governo brasileiro. Confira abaixo as referências utilizadas para garantir a veracidade das informações.

Importante: Sempre consulte as fontes oficiais mais recentes, pois as normas podem ser atualizadas. Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui orientação jurídica especializada.

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