CadÚnico 2026: Renda de R$ 810,50, Como se Cadastrar

Atualizado em 21 de maio de 2026
15 min de leitura

O Cadastro Único (CadÚnico) é o registro federal que identifica famílias de baixa renda para acesso a programas sociais. Em 2026, têm direito famílias com renda mensal per capita de até R$ 810,50 (½ salário mínimo, conforme Decreto 11.016/2022, art. 4º). A inscrição é gratuita, feita no CRAS do município, e dá acesso a BPC, Bolsa Família, Tarifa Social e ID Jovem.

📋 O que você vai encontrar neste guia

Atualizado para o salário mínimo de R$ 1.621 (Decreto 12.797/2025), este guia traz quem tem direito, como calcular a renda, documentos obrigatórios, passo a passo do CRAS e os benefícios que exigem o cadastro.

Quem tem direito ao CadÚnico em 2026 (renda R$ 810,50)

Em 2026, o CadÚnico é destinado a famílias de baixa renda que se enquadrem em pelo menos uma das hipóteses previstas no Decreto 11.016/2022:

  • Renda mensal per capita de até R$ 810,50 (½ do salário mínimo de R$ 1.621) — porta principal.
  • Renda total mensal da família de até 3 salários mínimos (R$ 4.863) — porta alternativa para programas específicos.
  • Pessoas em situação de rua — independentemente da renda.
  • Famílias indígenas, quilombolas, ribeirinhas, ciganas e outros povos e comunidades tradicionais.
  • Famílias que solicitam inscrição para acesso a programas sociais específicos (BPC, Bolsa Família, Tarifa Social, ID Jovem).

Como o limite de R$ 810,50 foi calculado em 2026: o salário mínimo de 2026 é de R$ 1.621, conforme Decreto 12.797/2025. Metade desse valor é R$ 810,50 — é esse o teto da renda per capita para o cadastro principal. O reajuste é automático: sempre que o salário mínimo sobe, o limite do CadÚnico também sobe. Para entender o que mudou com o reajuste, veja o novo limite CadÚnico de 2026.

✅ Tem direito

  • Família de 4 pessoas com renda total de R$ 3.000 (R$ 750 per capita)
  • Idoso vivendo sozinho com renda de R$ 800/mês
  • Mãe solo com 2 filhos e renda de R$ 1.500 (R$ 500 per capita)
  • Pessoa em situação de rua, sem renda comprovada

⚠️ Pode ter direito (3 SM)

  • Família de 4 pessoas com renda total de R$ 4.500 (R$ 1.125 per capita) — acima do ½ SM, mas dentro dos 3 SM totais
  • Casal sem filhos com renda total de R$ 4.000 (R$ 2.000 per capita) — pela porta dos 3 SM

Como calcular a renda familiar per capita para o CadÚnico

O cálculo da renda per capita é simples e segue três passos:

  • 1.
    Some toda a renda mensal bruta da família (salários, aposentadorias, pensões, trabalho informal, aluguéis recebidos).
  • 2.
    Conte quantas pessoas moram na mesma casa e compõem o grupo familiar (pais, filhos, cônjuges, parentes que dividem despesas).
  • 3.
    Divida a renda total pelo número de pessoas. Se o resultado for até R$ 810,50, a família tem direito ao CadÚnico.

📊 Exemplo prático

Família de Maria, 4 pessoas (Maria, esposo e 2 filhos):
• Maria recebe R$ 1.500 (CLT)
• Esposo recebe R$ 1.200 (informal)
• Renda total: R$ 2.700
• Renda per capita: R$ 2.700 ÷ 4 = R$ 675
✅ Está abaixo dos R$ 810,50 — tem direito ao CadÚnico.

O que entra no cálculo

  • Salário com carteira assinada (CLT)
  • Aposentadoria do INSS ou RPPS
  • Pensão por morte e pensão alimentícia recebida
  • Trabalho informal, bicos, vendas, serviços avulsos
  • Renda de MEI e autônomos
  • Aluguéis recebidos
  • Comissões e gorjetas regulares

O que NÃO entra no cálculo

  • Bolsa Família (programa assistencial — não conta contra o beneficiário)
  • BPC/LOAS e outros benefícios assistenciais
  • Seguro-desemprego (valor temporário)
  • Indenizações trabalhistas e seguros pontuais
  • 13º salário, férias e abonos (valores eventuais, não mensais)
  • Pensão alimentícia paga (sai da renda do pagador)

Para um aprofundamento sobre o cálculo da renda familiar, com casos especiais e diferenciação entre os critérios do CadÚnico (½ SM) e do BPC (¼ SM), veja o guia detalhado de renda per capita do CadÚnico em 2026 e a comparação ¼ x ½ salário mínimo no BPC.

Renda total até 3 SM: a segunda porta de entrada

Além da porta principal (½ SM per capita), o Decreto 11.016/2022 prevê uma segunda porta de entrada para o CadÚnico: famílias cuja renda total mensal seja de até 3 salários mínimos, ou seja, até R$ 4.863 em 2026.

Atenção: a porta de entrada pelos 3 SM permite a inscrição no CadÚnico, mas não dá acesso automático a todos os programas. Bolsa Família, BPC e outros programas têm critérios próprios de renda mais restritivos. A inscrição é útil principalmente para acesso a programas específicos como Tarifa Social de Energia e isenção em concursos públicos.

Documentos obrigatórios para a inscrição

No dia da entrevista no CRAS, o Responsável Familiar (RF — preferencialmente uma mulher de 16 anos ou mais) deve levar os seguintes documentos:

Do Responsável Familiar (obrigatório)

  • CPF (ou Título de Eleitor) — pelo menos um dos dois é obrigatório
  • RG ou CIN (Carteira de Identidade Nacional)
  • Comprovante de residência atualizado (conta de luz, água, telefone)
  • Certidão de nascimento ou casamento

Dos demais membros da família

  • CPF e RG/CIN de cada pessoa que mora na casa
  • Certidão de nascimento das crianças (e do adolescente, se não tiver RG)
  • Carteira de trabalho (CTPS) — se houver
  • Título de eleitor — para maiores de 16 anos
  • Comprovante escolar das crianças e adolescentes (declaração da escola)

Comprovantes adicionais (quando houver)

  • Holerite ou contracheque (últimos 3 meses)
  • Carnê do INSS ou comprovante de contribuinte individual
  • Comprovante de aposentadoria/pensão (extrato do INSS)
  • Comprovante de renda informal (declaração simples)

Importante: documentos faltantes podem causar reagendamento da entrevista. Confira a lista completa com o CRAS antes de ir, pois alguns municípios pedem documentos adicionais (como comprovante de pré-natal, carteira de vacinação, etc.).

💬 Tem dúvidas se você se encaixa nos requisitos?

Nosso canal está aberto para esclarecer suas dúvidas sobre este benefício.

Como agendar atendimento no CRAS (passo a passo)

O atendimento no CRAS pode ser por ordem de chegada (mais comum) ou por agendamento prévio (em municípios maiores). Veja como fazer:

  • 1.
    Localize o CRAS mais próximo — use o portal da Dataprev (cadunico.dataprev.gov.br) ou o app Cadastro Único para encontrar o CRAS de referência do seu endereço.
  • 2.
    Entre em contato com o CRAS — ligue ou compareça pessoalmente para verificar se há agendamento ou se o atendimento é por ordem de chegada.
  • 3.
    Solicite o agendamento — informe nome, CPF, endereço e telefone. O CRAS marcará a data e horário. Em alguns municípios, o agendamento é feito online no site da prefeitura.
  • 4.
    Reúna a documentação completa — confira a lista de documentos antes do dia marcado para evitar reagendamento.
  • 5.
    Compareça à entrevista no dia marcado — o Responsável Familiar deve comparecer com os documentos. A entrevista dura cerca de 30-60 minutos.
  • 6.
    Receba o NIS e o comprovante — ao final, você sai com o Número de Identificação Social (NIS) e o comprovante de cadastramento.

Para um guia detalhado, com dicas para cada município, veja como agendar atendimento no CRAS para o CadÚnico.

NIS: o que é e como consultar pelo CPF

O NIS (Número de Identificação Social) é um número único de 11 dígitos atribuído a cada pessoa cadastrada no CadÚnico. Ele é a chave de acesso aos benefícios — Bolsa Família, BPC, Tarifa Social, abono salarial — e ao app Caixa Tem.

Como consultar o NIS pelo CPF

  • 1.
    Acesse o portal Dataprev (cadunico.dataprev.gov.br) ou abra o app Cadastro Único.
  • 2.
    Escolha Consulta Simples (sem login) ou Consulta Completa (com login gov.br).
  • 3.
    Na consulta simples, informe nome completo, data de nascimento, nome da mãe e estado/município.
  • 4.
    Na consulta completa, faça login com sua conta gov.br (CPF e senha) — você verá o NIS de cada membro da família.

Para um passo a passo detalhado, veja como consultar o CadÚnico online pelo CPF.

Atualização obrigatória a cada 2 anos

O CadÚnico precisa ser atualizado a cada 2 anos, conforme o Decreto 11.016/2022, ou sempre que houver mudança na família:

  • Mudança de endereço (mesmo dentro do mesmo município)
  • Inclusão de novo membro (nascimento, casamento, união estável)
  • Exclusão de membro (óbito, separação, mudança de domicílio)
  • Mudança significativa de renda (novo emprego, demissão, aposentadoria)
  • Mudança de escola das crianças
  • Atualização de telefone para contato

Cuidado: cadastros não atualizados há mais de 2 anos ficam com situação desatualizada e podem ser bloqueados. Isso causa perda automática dos benefícios vinculados (Bolsa Família, BPC, Tarifa Social). Para reativar, é necessário retornar ao CRAS.

Benefícios que exigem CadÚnico (BPC, Bolsa Família, Tarifa Social, ID Jovem)

Estar no CadÚnico é pré-requisito para acesso a dezenas de programas sociais federais, estaduais e municipais. Veja os principais em 2026:

ProgramaCritério extraValor/benefício
BPC/LOASIdoso 65+ ou PCD; renda per capita ≤ ¼ SM (R$ 405,25)R$ 1.621/mês (1 salário mínimo)
Bolsa FamíliaRenda per capita ≤ R$ 218; condicionalidades de saúde/educaçãoMínimo R$ 600/mês + adicionais por filho
Tarifa Social de EnergiaCadÚnico ativo OU BPC OU renda até 3 SMDesconto de até 65% na conta de luz
ID Jovem15 a 29 anos, CadÚnico ativo, renda até 2 SMMeia-entrada cultural e desconto em transporte
Isenção em concursosCadÚnico ativoTaxa de inscrição gratuita em concursos federais

Cada programa tem regras próprias mais restritivas. Por exemplo, quem está no CadÚnico não automaticamente recebe BPC — é preciso cumprir o critério de renda per capita de ¼ SM (R$ 405,25) e ter 65+ anos ou ser pessoa com deficiência, conforme a Lei 8.742/93 (LOAS), art. 6º-A.

CadÚnico online: o que dá e o que não dá pra fazer sem ir ao CRAS

Em 2026, parte dos serviços do CadÚnico está disponível online, mas a inscrição inicial e a atualização completa exigem ida presencial ao CRAS — conforme o Decreto 11.016/2022.

✅ Online (Dataprev/app)

  • Consulta de dados cadastrais
  • Verificação do NIS
  • Situação cadastral
  • Localizar CRAS
  • Comprovante de cadastramento

⚠️ Presencial (CRAS)

  • Primeira inscrição
  • Atualização completa (a cada 2 anos)
  • Inclusão/exclusão de membros
  • Correção de dados
  • Desbloqueio de cadastro

Para detalhes sobre o que dá pra fazer pela internet, veja CadÚnico online: o que pode fazer sem ir ao CRAS.

Erros que cancelam o cadastro

Alguns erros comuns podem levar ao bloqueio ou cancelamento do CadÚnico — e à perda dos benefícios. Fique atento:

  • Não atualizar a cada 2 anos — cadastro fica desatualizado e pode ser bloqueado.
  • Omitir renda informal — entrevistas com renda zero quando há ganhos efetivos podem ser detectadas em cruzamentos (CNIS, Receita Federal).
  • Não informar mudança de endereço — perda de contato com o CRAS leva à exclusão.
  • Inscrever pessoas que não moram juntas — fraude cadastral é crime e gera bloqueio definitivo.
  • Receber Bolsa Família e ter renda acima do limite — exige devolução dos valores e bloqueio do CadÚnico.
  • Não cumprir condicionalidades (saúde da família, frequência escolar das crianças) — leva a advertência, bloqueio e cancelamento.

💡 Dica final

Mantenha seus dados sempre atualizados, comunique mudanças ao CRAS imediatamente e consulte sua situação cadastral pelo menos duas vezes ao ano via portal Dataprev ou app Cadastro Único. Cadastros íntegros e atualizados garantem acesso contínuo aos programas sociais.

As informações deste guia são de caráter informativo e baseadas em fontes oficiais (MDS, Decreto 11.016/2022, Lei 8.742/93). Para casos específicos, consulte o CRAS do seu município ou ligue para o Disque Social 121. Regras podem ser alteradas — sempre confira a data de atualização deste guia.

❓ Perguntas Frequentes

Renda per capita de até R$ 810,50 garante direito ao CadÚnico em 2026?

Sim. Em 2026, famílias com renda mensal per capita de até R$ 810,50 (½ do salário mínimo de R$ 1.621) têm direito a se inscrever no Cadastro Único, conforme o Decreto 11.016/2022, art. 4º. A inscrição é gratuita e feita no CRAS do município. Além disso, famílias com renda total mensal de até 3 salários mínimos também podem se cadastrar pela segunda porta de entrada.

Qual a renda familiar máxima para o Cadastro Único em 2026?

Existem dois critérios que dão direito ao CadÚnico em 2026: (1) renda mensal per capita de até R$ 810,50 (meio salário mínimo) — porta principal — ou (2) renda mensal total da família de até 3 salários mínimos, ou seja, até R$ 4.863 — porta alternativa para acesso a determinados programas. Os dois critérios estão previstos no Decreto 11.016/2022.

Como calcular a renda per capita para o CadÚnico?

Some toda a renda mensal bruta da família (salários, aposentadorias, pensões, trabalho informal, aluguéis recebidos) e divida pelo número de pessoas que moram na mesma casa. Se o resultado for até R$ 810,50, a família tem direito. Exemplo: família com 4 pessoas e renda total de R$ 3.000 → R$ 3.000 ÷ 4 = R$ 750/pessoa (abaixo do limite, tem direito).

Quem ganha mais que R$ 810,50 pode fazer CadÚnico?

Pode, em alguns casos. Mesmo que a renda per capita ultrapasse R$ 810,50, a família pode se inscrever se a renda total mensal não passar de 3 salários mínimos (R$ 4.863 em 2026). Essa é a chamada segunda porta de entrada do CadÚnico, prevista no Decreto 11.016/2022. Porém, nem todos os programas sociais estão disponíveis nesse critério — o acesso ao Bolsa Família e BPC depende de regras específicas mais restritivas.

O que entra na renda familiar do CadÚnico?

Entram todos os rendimentos brutos mensais dos membros da família: salário com carteira assinada, aposentadoria, pensão por morte, pensão alimentícia recebida, trabalho informal (bicos, MEI), aluguéis recebidos, comissões, gorjetas. Não entram: Bolsa Família, BPC, valores eventuais (13º salário, férias), seguro-desemprego, indenizações e auxílios pontuais.

Bolsa Família conta como renda no CadÚnico?

Não. O Bolsa Família é um programa de transferência de renda assistencial e, por isso, não entra no cálculo da renda familiar do Cadastro Único. O mesmo vale para o BPC/LOAS e outros benefícios assistenciais — eles existem justamente para complementar a renda de famílias vulneráveis e não podem ser computados contra o próprio beneficiário.

Trabalho informal conta na renda do CadÚnico?

Sim. Renda de trabalho informal (bicos, vendas, serviços avulsos, diárias) entra no cálculo da renda familiar do CadÚnico. No momento da entrevista no CRAS, o entrevistador pergunta sobre a renda média mensal dessas atividades — não é preciso apresentar holerite ou contrato. A declaração é feita com base no que a família efetivamente recebe.

Posso fazer CadÚnico sem renda?

Sim, e essa é uma das situações em que o cadastro é mais importante. Famílias sem renda alguma ou em situação de rua podem (e devem) se inscrever no CadÚnico — o cadastro é justamente a porta de entrada para programas como Bolsa Família, Tarifa Social e BPC. Não há renda mínima exigida, apenas o limite máximo de R$ 810,50 per capita.

CadÚnico e BPC têm o mesmo limite de renda?

Não. O CadÚnico aceita até ½ salário mínimo per capita (R$ 810,50). Já o BPC/LOAS exige limite mais restritivo de ¼ do salário mínimo per capita (R$ 405,25 em 2026), com possibilidade de flexibilização até ½ SM em casos específicos (Lei 14.176/2021). Por isso, estar no CadÚnico não garante automaticamente o BPC — são programas diferentes com critérios próprios.

Qual a diferença entre CadÚnico e Bolsa Família?

O CadÚnico é o cadastro que identifica famílias de baixa renda — não é um benefício em si. Já o Bolsa Família é um programa de transferência de renda pago a famílias específicas que já estão no CadÚnico e cumprem critérios adicionais (renda per capita mais baixa, condicionalidades de saúde e educação). Em resumo: o CadÚnico é a porta de entrada; o Bolsa Família é um dos benefícios acessados por ela.

Quanto tempo demora pra ficar pronto?

O cadastro é feito na hora da entrevista no CRAS — você sai com o NIS provisório. Porém, a inclusão completa no sistema e a liberação para acesso a programas pode levar até 30 dias para processamento pela Dataprev. Em municípios com fila ou alta demanda, o agendamento do atendimento pode demorar de 15 a 60 dias.

O que acontece se eu não atualizar em 2 anos?

Cadastros não atualizados há mais de 2 anos ficam com situação cadastral desatualizada e, após esse prazo, podem ser bloqueados ou cancelados. Isso resulta em perda automática dos benefícios vinculados (Bolsa Família, BPC, Tarifa Social). Para reativar, é necessário retornar ao CRAS e fazer a atualização completa do cadastro — em alguns casos, o benefício é retomado retroativamente.

📚 Fontes Oficiais e Referencias Legais

Este artigo foi baseado exclusivamente em fontes oficiais do governo brasileiro. Confira abaixo as referências utilizadas para garantir a veracidade das informações.

Importante: Sempre consulte as fontes oficiais mais recentes, pois as normas podem ser atualizadas. Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui orientação jurídica especializada.

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