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Biometria do CadÚnico em 2026: Como Fazer (regras atuais)

Atualizado em 3 de junho de 2026
6 min de leitura
Idosa atualiza o CadÚnico no CRAS com orientação sobre biometria para o BPC em 2026
Atualização do CadÚnico no CRAS: a biometria para o BPC, exigida pela Lei 15.077/2024, é verificada nas bases CIN, TSE e CNH. Fonte: gov.br/mds.

A biometria ligada ao CadÚnico em 2026 funciona assim: não existe uma coleta separada "no CadÚnico". Aqui no Nosso Direito explicamos o que mudou. A Lei 15.077/2024, sancionada em 27 de dezembro de 2024, passou a exigir cadastro biométrico para conceder e manter benefícios da seguridade social — entre eles o BPC/LOAS (um salário mínimo, R$ 1.621 em 2026). O governo verifica automaticamente se você já tem biometria nas bases da Carteira de Identidade Nacional (CIN), do título de eleitor (TSE) ou da CNH, e essa checagem é feita junto do ciclo de atualização do CadÚnico no CRAS.

Resposta rápida: a biometria virou obrigatória para o BPC com a Lei 15.077/2024, mas não é coletada no CadÚnico nem no CRAS. O sistema confere as bases que você já tem (CIN, TSE ou CNH). Quem não tem nenhuma precisa emitir a CIN (gratuita). Pela Portaria SGD/MGI nº 2.907/2026, o prazo vai até janeiro de 2027 (quem nunca registrou biometria) ou janeiro de 2028 (quem já tem em outra base). Segundo o MDS, cerca de 84% dos beneficiários já estão cobertos — para a maioria, não há nada a fazer.

Este artigo explica a biometria pelo lado do CadÚnico — como ela se conecta à atualização cadastral feita no CRAS. Se você quer o detalhamento dos novos prazos pelo lado do benefício, veja biometria da CIN no BPC: governo amplia prazo até 2028. A biometria de identidade também não é a mesma coisa que a prova de vida anual do INSS — entenda a diferença em prova de vida do INSS em 2026.

Biometria do CadÚnico: como funciona em 2026

O Cadastro Único é regulado pelo Decreto 11.016/2022 e é a porta de entrada para programas como BPC, Bolsa Família e Tarifa Social. Ele continua o mesmo. O que a Lei 15.077/2024 acrescentou foi um requisito de identidade: para receber ou manter o BPC, a pessoa precisa ter cadastro biométrico em uma base oficial do poder público.

Na prática, a biometria não substitui e não dispensa a atualização do CadÚnico. São dois controles distintos que o governo passou a checar no mesmo cronograma: a atualização cadastral (renda, endereço, composição familiar) e a confirmação de que existe biometria registrada. Por isso muita gente ouve falar em "biometria do CadÚnico" — na verdade é a biometria do benefício, verificada quando o cadastro é atualizado.

Quem precisa fazer a biometria

A exigência alcança quem pede ou já recebe benefícios da seguridade social que dependem do CadÚnico, com destaque para o BPC/LOAS de idosos (65 anos ou mais) e de pessoas com deficiência de baixa renda. Mas a maioria não precisará fazer nada de novo:

  • Já tem CIN, título de eleitor (TSE) com biometria ou CNH — você está coberto; o sistema confirma sozinho. Pela Portaria SGD/MGI nº 2.907/2026, a migração para o padrão CIN pode esperar até janeiro de 2028.
  • Nunca registrou biometria em nenhuma base — é o grupo que realmente precisa agir, emitindo a Carteira de Identidade Nacional (CIN) até janeiro de 2027.
  • Está com o CadÚnico desatualizado — receberá uma notificação combinada para atualizar o cadastro no CRAS e, no mesmo prazo, regularizar a biometria.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), cerca de 84% dos beneficiários já possuem biometria em alguma base oficial — ou seja, o esforço de coleta se concentra em uma minoria.

Passo a passo: como regularizar a biometria

Se você foi avisado de que falta biometria — ou quer se antecipar —, o caminho é simples:

  • 1.
    Verifique se você já tem biometria em alguma base — pense se tirou ou revisou o título de eleitor com digitais no TSE, ou se tem CNH. Em muitos casos a biometria do TSE já basta para a transição até 2028.
  • 2.
    Confira a situação do seu CadÚnico — use o aplicativo Meu CadÚnico ou o site cadunico.dataprev.gov.br para ver se o cadastro está atualizado. Se estiver vencido (mais de 24 meses), agende a atualização no CRAS.
  • 3.
    Emita a Carteira de Identidade Nacional (CIN) se você não tem nenhuma biometria — o agendamento começa em gov.br/identidade, escolhendo o seu estado. A emissão é gratuita e a coleta das digitais e foto é feita no órgão de identificação estadual.
  • 4.
    Leve os documentos básicos — certidão de nascimento ou casamento, CPF e, se tiver, o RG antigo. A CIN usa o número do CPF como registro único.
  • 5.
    Atualize o CadÚnico no CRAS quando for o caso — leve documentos de identificação, comprovante de residência e dados de renda da família. O CRAS registra a atualização; a biometria entra automaticamente a partir da base oficial.

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Onde a biometria é feita (não é no CRAS)

Esse é o ponto que mais gera confusão. O CRAS é o canal do CadÚnico — ele atualiza seus dados e pode orientar sobre a biometria, mas não coleta digitais para esse fim. A coleta da nova base, a Carteira de Identidade Nacional (CIN), é feita nos órgãos de identificação do estado (os antigos Institutos de Identificação ou Detran), com agendamento em gov.br/identidade.

Sua situaçãoO que verificarOnde resolver
Já tem CIN, TSE ou CNH com biometriaNada — o sistema confirma sozinho até a migraçãoSem deslocamento (verificação automática)
Não tem nenhuma biometriaEmitir a CIN (gratuita)Órgão de identificação do estado (gov.br/identidade)
CadÚnico desatualizadoAtualizar renda, endereço e famíliaCRAS do seu município

Biometria do TSE x biometria para o BPC

Não confunda as duas. A biometria do TSE é aquela que você cadastrou na Justiça Eleitoral para votar com identificação digital. A biometria exigida pela Lei 15.077/2024 é uma confirmação de identidade para acessar o benefício — e ela aproveita a base do TSE (além da CIN e da CNH) durante a transição. Ou seja: você não faz uma nova biometria "assistencial"; o governo usa a que já existe.

Também é diferente da prova de vida, que é a confirmação anual de que o beneficiário está vivo, feita pelo INSS de forma cada vez mais automática. A biometria da Lei 15.077/2024 é sobre identidade (quem é você); a prova de vida é sobre existência (você continua vivo). Quem recebe benefício pode precisar cumprir as duas coisas, em momentos distintos.

Prazos e o que acontece se não fizer

Os prazos foram ampliados para evitar cortes em massa. Pela Portaria SGD/MGI nº 2.907/2026, o calendário ficou escalonado por situação:

Prazos importantes: sem nenhuma biometria (TSE/CNH/passaporte) → emitir a CIN até janeiro de 2027. Já tem biometria em outra base → migrar para o padrão CIN até janeiro de 2028. Atualização cadastral do CadÚnico → a cada 24 meses ou sempre que renda, endereço ou família mudarem (Decreto 11.016/2022). Após ser notificado, o beneficiário costuma ter 90 dias para regularizar.

E se o prazo passar sem regularização? A Lei 15.077/2024 prevê que a biometria pode ser exigida para concessão, manutenção e revisão do benefício. Na prática, ao final do cronograma, quem ficar sem cadastro biométrico válido pode ter o pagamento suspenso até regularizar a situação.

Atenção: deixar o CadÚnico vencer e ignorar a notificação de biometria são as duas causas mais comuns de bloqueio. O efeito pode ir além do BPC e atingir a Tarifa Social e o Bolsa Família da mesma família. Em caso de suspensão, é possível recorrer e regularizar — veja como em como atualizar o CadÚnico para não perder o BPC.

Por fim, lembre que cada caso tem particularidades. As informações deste artigo têm caráter informativo e não substituem a orientação de um profissional ou o atendimento no CRAS. Se a sua família depende do benefício, o ideal é se antecipar e resolver a biometria ainda em 2026, evitando filas e transtornos.

❓ Perguntas Frequentes

A biometria do CadÚnico é obrigatória em 2026?

O que a Lei 15.077/2024 tornou obrigatório é o cadastro biométrico para conceder e manter benefícios da seguridade social — entre eles o BPC/LOAS. Não existe uma biometria "do CadÚnico" separada: o governo verifica automaticamente se você já tem biometria em alguma base oficial (CIN, título de eleitor/TSE ou CNH) e essa checagem acontece junto do ciclo de atualização do CadÚnico. Para a maioria das pessoas não há nada a fazer, porque cerca de 84% dos beneficiários já têm biometria registrada em alguma base, segundo o MDS.

Preciso ir ao CRAS fazer a biometria?

Não. O CRAS atualiza o seu CadÚnico (dados de renda, endereço e composição familiar) e pode te orientar, mas a coleta de biometria não é feita no CRAS. A biometria vem das bases já existentes; quem não tem nenhuma precisa emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN), gratuita, nos órgãos de identificação do estado (os antigos Institutos de Identificação ou Detran), com agendamento em gov.br/identidade.

A biometria que eu fiz para votar (TSE) vale para o BPC?

Em muitos casos, sim. Durante a transição, a biometria registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quando você tirou ou revisou o título de eleitor é aceita como base válida. Pela Portaria SGD/MGI nº 2.907/2026, quem já tem biometria no TSE, na CNH ou no passaporte tem prazo até janeiro de 2028 para migrar ao padrão da CIN. É diferente da biometria eleitoral usada para votar — aqui ela serve só para confirmar a sua identidade no acesso ao benefício.

Atualizar o CadÚnico já resolve a biometria?

Nem sempre. São duas coisas diferentes: a atualização cadastral (renda, endereço, família) é feita no CRAS e deve ocorrer a cada 24 meses ou sempre que algo mudar; a biometria é uma verificação de identidade exigida pela Lei 15.077/2024. O governo aproveita o mesmo cronograma: quem está com o CadÚnico desatualizado recebe uma notificação combinada para atualizar o cadastro e regularizar a biometria ao mesmo tempo.

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📚 Fontes Oficiais e Referencias Legais

Este artigo foi baseado exclusivamente em fontes oficiais do governo brasileiro. Confira abaixo as referências utilizadas para garantir a veracidade das informações.

Importante: Sempre consulte as fontes oficiais mais recentes, pois as normas podem ser atualizadas. Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui orientação jurídica especializada.

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