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CID Respiratório para BPC 2026: Lista Completa (J00-J99)

Atualizado em 28 de maio de 2026
12 min de leitura
Pneumologista avalia exame de paciente com doença respiratória crônica DPOC BPC 2026
Pneumologista avalia paciente com doença respiratória crônica; CIDs J00-J99 podem dar direito ao BPC de R$ 1.621 em 2026 quando há impedimento de longo prazo (Lei 8.742/93). Fonte: gov.br/inss.

Doenças respiratórias crônicas podem dar direito ao BPC PCD de R$ 1.621 mensais em 2026 (Lei 8.742/93, art. 20 + Decreto 12.797/2025) quando há impedimento de longo prazo (mínimo 2 anos). Aqui no Nosso Direito listamos os 6 CIDs respiratórios mais relevantes em 2026J44 (DPOC), J45-J46 (asma grave), J47 (bronquiectasia), J84 (fibrose pulmonar), J96 (insuficiência respiratória) e G47.3 (apneia obstrutiva grave) —, todos do Capítulo X da CID-10 (J00-J99) e avaliados pela avaliação biopsicossocial (Lei 13.146/2015, art. 2º). A concessão exige renda per capita familiar de até R$ 405,25 (1/4 do salário mínimo) e inscrição no CadÚnico (Decreto 11.016/2022). Para outros sistemas, veja a tabela completa de CIDs que dão direito ao BPC.

O CID respiratório não é critério único para o BPC. Asma (J45) e DPOC (J44) isoladamente raramente dão o benefício — exigem comprovação de hipoxemia crônica, oxigênio domiciliar ou exacerbações frequentes que impeçam o trabalho e a participação social. A aprovação depende da avaliação biopsicossocial pelo IFBrA (Lei 13.146/2015, art. 2º), do impedimento de longo prazo (mínimo 2 anos) e do critério de renda per capita de até R$ 405,25 (Decreto 6.214/2007). A tabela abaixo lista condições frequentemente avaliadas pelo INSS, não garantias de aprovação.

Tabela resumo: CIDs respiratórios relevantes para o BPC em 2026

A tabela reúne os códigos do Capítulo X da CID-10 (doenças do aparelho respiratório) que mais aparecem em pedidos de BPC — de J43 (enfisema) a J96 (insuficiência respiratória) —, com o grupo da CID-10 e a relevância típica na avaliação biopsicossocial. Clique na condição para ver os critérios detalhados.

CIDCondiçãoGrupo CID-10Relevância típica
J44DPOCJ40-J47 (vias aéreas inferiores)Média-Alta (estágio avançado)
J45-J46Asma grave / mal asmáticoJ40-J47 (vias aéreas inferiores)Média (difícil controle)
J47BronquiectasiaJ40-J47 (vias aéreas inferiores)Média
J84Fibrose / doença intersticialJ80-J84 (interstício)Alta (progressiva)
J96Insuficiência respiratória crônicaJ96-J99 (outras)Alta (oxigenoterapia)
G47.3Apneia obstrutiva graveVI — Nervoso (cruza capítulos)Baixa-Média (com comorbidades)
J43EnfisemaJ40-J47 (vias aéreas inferiores)Média (geralmente com DPOC)
J62SilicoseJ60-J70 (poeiras/agentes externos)Média-Alta (ocupacional)

1. J44 — DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica)

A DPOC (CID J44) é uma limitação crônica e progressiva do fluxo de ar, geralmente associada ao tabagismo ou à exposição a poeiras e gases. Pertence ao grupo J40-J47 da CID-10 (doenças crônicas das vias aéreas inferiores). A DPOC isolada raramente concede BPC — o que pesa na avaliação biopsicossocial é o estágio avançado (classificação GOLD III-IV), com dispneia aos mínimos esforços, hipoxemia crônica ou dependência de oxigênio domiciliar.

Quando esses fatores produzem impedimento de longo prazo (mínimo 2 anos), a DPOC pode configurar deficiência nos termos do Decreto 6.214/2007. A comprovação exige espirometria, gasometria arterial e relatório de pneumologista. Veja os critérios completos de DPOC e bronquite crônica no BPC. Se você é segurado do INSS, também pode ter direito à aposentadoria por invalidez por DPOC, que é uma via diferente do BPC.

2. J45-J46 — Asma Grave e Estado de Mal Asmático

A asma (CID J45) e o estado de mal asmático (CID J46) também integram o grupo J40-J47. A asma controlada por medicação não configura deficiência. O que entra na avaliação do BPC é a asma grave de difícil controle: crises severas recorrentes, internações frequentes, idas repetidas à emergência e necessidade de corticoide oral contínuo.

O estado de mal asmático (J46) é uma crise grave e prolongada que não responde ao tratamento inicial — quando recorrente, indica gravidade relevante para a avaliação biopsicossocial (Lei 13.146/2015, art. 2º). É preciso laudo de pneumologista com espirometria e histórico de exacerbações documentado pelo SUS ou rede privada. A asma grave costuma ser avaliada em conjunto com comorbidades respiratórias.

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3. J47 — Bronquiectasia

A bronquiectasia (CID J47) é a dilatação permanente e irreversível dos brônquios, que provoca acúmulo de secreção, infecções respiratórias de repetição e tosse crônica produtiva. Por ser irreversível e progressiva, pode levar à perda funcional pulmonar significativa ao longo dos anos.

No BPC, a bronquiectasia é avaliada pelo IFBrA (Índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado) quando há impedimento superior a 2 anos — geralmente em casos extensos, com infecções frequentes e queda da capacidade respiratória comprovada por tomografia de tórax e espirometria. O critério de renda per capita de até R$ 405,25 (1/4 do salário mínimo de 2026) também precisa ser cumprido.

4. J84 — Doença Pulmonar Intersticial (Fibrose Pulmonar)

A fibrose pulmonar e demais doenças pulmonares intersticiais (CID J84) estão entre as condições respiratórias mais relevantes para o BPC. São doenças nas quais o tecido pulmonar sofre cicatrização progressiva, reduzindo a capacidade de oxigenar o sangue. Como costumam ser progressivas e irreversíveis, com frequência levam à dependência de oxigênio.

Essa progressão funcional faz da fibrose pulmonar uma das doenças respiratórias com maior peso na comprovação de impedimento de longo prazo na avaliação biopsicossocial. A documentação inclui tomografia de tórax de alta resolução, espirometria, teste de difusão pulmonar (DLCO) e medida da saturação de oxigênio em repouso e esforço, sempre com relatório de pneumologista.

5. J96 — Insuficiência Respiratória Crônica

A insuficiência respiratória crônica (CID J96) ocorre quando os pulmões não conseguem manter níveis adequados de oxigênio no sangue de forma persistente. É frequentemente o estágio final de DPOC, fibrose ou bronquiectasia avançadas, e exige oxigenoterapia domiciliar prolongada ou ventilação não invasiva.

A necessidade contínua de suporte respiratório configura impedimento funcional severo nos termos do Decreto 6.214/2007 e tem alta relevância na avaliação do BPC. A comprovação se dá por gasometria arterial, prescrição de oxigenoterapia e relatórios de acompanhamento pneumológico que demonstrem a cronicidade do quadro.

6. G47.3 — Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono Grave

A apneia obstrutiva do sono grave (CID G47.3) é, tecnicamente, um código do Capítulo VI da CID-10 (doenças do sistema nervoso) — por isso cruza capítulos —, mas se relaciona diretamente à função respiratória. Trata-se de pausas repetidas da respiração durante o sono, que reduzem a oxigenação e causam sonolência diurna.

Isoladamente, a apneia raramente concede BPC. Ela entra na avaliação biopsicossocial quando associada a comorbidades cardiorrespiratórias graves, obesidade mórbida ou sonolência incapacitante documentada por polissonografia. O INSS avalia o conjunto das limitações funcionais, não o diagnóstico isolado de apneia.

Outros CIDs respiratórios relevantes (J43 e J62)

Além dos seis CIDs acima, outras condições respiratórias do Capítulo X aparecem em pedidos de BPC e merecem atenção:

  • J43 — Enfisema: destruição dos alvéolos pulmonares com perda permanente da elasticidade. Costuma fazer parte do quadro de DPOC (J44) e é avaliado em conjunto, com peso maior quando há dependência de oxigênio.
  • J62 — Silicose: pneumoconiose causada pela inalação de poeira de sílica (grupo J60-J70), comum em trabalhadores de mineração, pedreiras e construção. Por ter origem ocupacional e curso progressivo, pode configurar impedimento de longo prazo. Trabalhadores segurados devem verificar também o auxílio por incapacidade acidentário (B91), via diferente do BPC.

Para condições de outros sistemas, consulte as listas por especialidade — como a lista de CIDs cardiovasculares (I00-I99), a lista de CIDs oncológicos (C00-D48) ou a lista de CIDs neurológicos (G00-G99).

CID não é critério único — como o INSS avalia

Ter um CID respiratório é o ponto de partida, não a garantia de aprovação. O INSS concede o BPC PCD com base em três pilares cumulativos definidos pela Lei 8.742/93, art. 20 e pela Lei 13.146/2015 (LBI), art. 2º:

  • 1.
    Impedimento de longo prazo — a condição respiratória deve produzir efeitos por no mínimo 2 anos, avaliada pelo IFBrA (Índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado). Aqui pesam hipoxemia crônica, oxigênio domiciliar e exacerbações que impeçam trabalho e participação social.
  • 2.
    Critério de renda — renda per capita familiar de até R$ 405,25 (1/4 do salário mínimo de R$ 1.621 em 2026, conforme Decreto 12.797/2025). O STF, no Tema 27 (RE 567.985), reconheceu que a miserabilidade pode ser demonstrada por outros meios de prova além desse limite.
  • 3.
    Inscrição no CadÚnico — o CadÚnico atualizado é pré-requisito obrigatório (Decreto 11.016/2022). Sem ele, o pedido é indeferido antes mesmo da avaliação médica.

Fluxo prático do pedido: CRAS (CadÚnico) → Meu INSS ou telefone 135 (requerimento) → Avaliação social + Perícia médica com IFBrA → Decisão do INSS. Para ver todos os CIDs aceitos em ordem alfabética, consulte a tabela completa de CIDs que dão direito ao BPC em 2026.

Documentos para provar o CID respiratório no BPC

A documentação médica é decisiva nos pedidos por doença respiratória, porque o INSS precisa enxergar a limitação funcional, não apenas o diagnóstico. Reúna:

  • Laudo do pneumologista com o código CID-10, descrição da condição, tempo de evolução e grau de limitação funcional.
  • Espirometria (prova de função pulmonar) e, quando indicado, teste de difusão pulmonar (DLCO).
  • Gasometria arterial e medida de saturação de oxigênio em repouso e esforço (comprova hipoxemia).
  • Tomografia de tórax de alta resolução (essencial em fibrose, bronquiectasia e silicose).
  • Prescrição de oxigenoterapia domiciliar, se houver, e relatórios de internações e exacerbações.
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Próximos passos

Se o seu CID respiratório aparece nesta lista, o próximo passo é reunir a documentação médica completa — laudo com CID-10, espirometria, gasometria e exames de imagem — e verificar se sua família cumpre o critério de renda per capita de até R$ 405,25. Um advogado especializado pode avaliar as particularidades do seu caso e orientar sobre a melhor estratégia para o pedido ou recurso.

As informações deste artigo são de caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado. Cada caso é individual e depende das circunstâncias específicas avaliadas pelo INSS na avaliação biopsicossocial.

❓ Perguntas Frequentes

DPOC dá direito ao BPC?

A DPOC (CID J44) pode dar direito ao BPC, mas não automaticamente. A DPOC isolada raramente concede o benefício — é preciso comprovar hipoxemia crônica, dependência de oxigênio domiciliar ou exacerbações frequentes que impeçam o trabalho e a participação social. O INSS analisa o impedimento de longo prazo (mínimo 2 anos) pela avaliação biopsicossocial (Lei 13.146/2015, art. 2º), não pelo código CID isolado. Estágios avançados (GOLD III-IV) com dispneia aos mínimos esforços têm maior relevância. Veja os critérios detalhados no nosso artigo sobre DPOC e BPC .

Asma severa enquadra como deficiência para o BPC?

A asma grave (CID J45) ou o estado de mal asmático (J46) podem enquadrar como deficiência, desde que causem limitação funcional persistente. Asma controlada com medicação não configura impedimento. O que pesa na avaliação biopsicossocial é a asma de difícil controle, com crises graves recorrentes, internações frequentes e necessidade de corticoide oral contínuo, documentada por pneumologista. Cada caso é analisado individualmente pelo IFBrA (Índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado).

Fibrose pulmonar dá BPC?

A fibrose pulmonar e outras doenças pulmonares intersticiais (CID J84) estão entre as condições respiratórias com maior relevância para o BPC. Por serem progressivas e frequentemente levarem à dependência de oxigênio, costumam configurar impedimento de longo prazo na avaliação. É necessário laudo de pneumologista com espirometria, tomografia de tórax e medida da saturação de oxigênio, além do cumprimento do critério de renda per capita familiar de até R$ 405,25 (1/4 do salário mínimo de 2026).

Apneia do sono é deficiência para o BPC?

A apneia obstrutiva do sono grave (CID G47.3) pode integrar a avaliação do BPC, mas raramente sozinha. Por ser um CID do capítulo neurológico (não respiratório), entra na análise quando associada a comorbidades cardiorrespiratórias graves, obesidade mórbida ou sonolência diurna incapacitante documentada por polissonografia. O impedimento é avaliado pelo conjunto das limitações funcionais, não pelo diagnóstico isolado de apneia.

Qual o valor do BPC para doença respiratória em 2026?

O BPC paga R$ 1.621 por mês em 2026 — equivalente a um salário mínimo (Decreto 12.797/2025) — para qualquer condição elegível, inclusive doenças respiratórias. O benefício não tem 13º salário e exige renda per capita familiar de até R$ 405,25 (1/4 do salário mínimo). Além da condição respiratória que configure impedimento de longo prazo, é obrigatória a inscrição atualizada no CadÚnico .

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