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Pai Sobrevivente: Salário-Maternidade Remanescente em 2026

Atualizado em 15 de junho de 2026
6 min de leitura
Pai cônjuge sobrevivente recebe orientação sobre salário-maternidade remanescente no INSS
Pai sobrevivente recebe o salário-maternidade remanescente pelo período restante após a morte da mãe segurada (Lei 12.873/2013). Fonte: gov.br/inss.

Perder a mãe da criança durante a licença é uma das situações mais difíceis com que o INSS lida — mas a Lei nº 12.873/2013 garante o salário-maternidade remanescente ao pai ou cônjuge sobrevivente. Pela regra do art. 71-B da Lei nº 8.213/1991, quando a mãe segurada falece tendo direito ao benefício, o pagamento passa ao cônjuge ou companheiro sobrevivente que tenha qualidade de segurado, pelo período restante dos 120 dias (ou 180 dias, na Empresa Cidadã). O valor segue a categoria do segurado, entre o piso de R$ 1.621,00 e o teto do INSS de R$ 8.475,55 (valores de 2026).

O Que É o Salário-Maternidade Remanescente

O salário-maternidade remanescente (também chamado de "salário-maternidade ao genitor sobrevivente") é o benefício pago pelo INSS ao pai ou cônjuge sobrevivente quando a mãe segurada morre durante o parto ou ao longo da licença de 120 dias. Em vez de o benefício simplesmente cessar com o falecimento, a Lei nº 12.873/2013 transferiu o direito ao período que ainda faltava — reconhecendo que o bebê precisa de cuidado contínuo.

É importante separar dois benefícios diferentes. Este artigo trata do salário-maternidade remanescente (substitui a renda durante a licença). Se você procura o panorama geral de quando homens têm direito ao benefício — incluindo adoção solo e guarda judicial —, veja o nosso guia Salário-Maternidade Pai: quando homens têm direito. Já a pensão por morte é outro benefício, pago aos dependentes do segurado falecido (art. 74) — tratado mais adiante.

Quem Tem Direito ao Benefício

O direito ao salário-maternidade remanescente depende de dois requisitos cumulativos, conforme o art. 71-B, § 1º, da Lei nº 8.213/1991:

  • A mãe falecida precisava ter direito ao benefício — ou seja, ela era segurada do INSS e cumpria a carência exigida (quando aplicável) na data do parto ou do óbito.
  • O cônjuge ou companheiro sobrevivente precisa ter qualidade de segurado do INSS na data do evento (parto ou falecimento), além de cumprir a carência, se for o caso da sua categoria.

Vale para o pai biológico, o cônjuge ou companheiro em união estável e, em adoção, o cônjuge sobrevivente — sem distinção de sexo. O benefício também exige que o sobrevivente se afaste do trabalho ou da atividade durante o período, sob pena de suspensão. A regra não se aplica nas hipóteses de falecimento ou abandono da própria criança.

Atenção ao prazo: o pedido deve ser feito até o último dia do prazo de término do salário-maternidade original da mãe (art. 71-B, § 2º). Depois disso, o período remanescente já terá se encerrado.

Qual o Valor do Benefício

O valor segue a categoria de segurado do sobrevivente, e não a da mãe. As regras de cálculo são as mesmas do salário-maternidade comum, com piso de R$ 1.621,00 (salário mínimo de 2026) e teto de R$ 8.475,55 (teto do INSS em 2026):

Categoria do sobreviventeComo é calculado o valor
Empregado CLTRemuneração integral do mês, limitada ao teto do INSS (R$ 8.475,55 em 2026)
Contribuinte individual / autônomoMédia das últimas 12 contribuições, entre o piso e o teto
MEI / facultativoEm geral o salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026)

Como o benefício é calculado sobre o histórico de quem sobrevive, o valor que o pai recebe pode ser diferente do que a mãe receberia.

Duração: O Período Remanescente

A palavra-chave aqui é remanescente: o pai recebe apenas o tempo que faltava da licença original. A licença-maternidade dura 120 dias (regra geral garantida pela Constituição Federal, art. 7º, XVIII) ou 180 dias quando a empregadora participa do Programa Empresa Cidadã.

Falecimento no parto ou logo depois: o pai pode receber os 120 dias completos, já que praticamente nada do período havia sido usado.

Falecimento no meio da licença: se a mãe já havia recebido, por exemplo, 50 dias, o pai recebe os 70 dias restantes até completar o período original.

O cálculo dos dias considera a data do parto como marco inicial da licença. Por isso é tão importante requerer o benefício rapidamente: o relógio do período remanescente continua correndo.

Documentos Necessários

Para comprovar tanto o falecimento quanto os dois requisitos de segurado, reúna a seguinte documentação antes de iniciar o pedido:

  • Certidão de óbito da mãe (segurada falecida)
  • Certidão de nascimento da criança, com a filiação do pai (ou termo de guarda/adoção, quando for o caso)
  • Documento de vínculo conjugal — certidão de casamento ou comprovação de união estável
  • Documentos pessoais do sobrevivente: RG e CPF
  • Comprovantes de contribuição do pai e da mãe (para demonstrar que ambos tinham qualidade de segurado)

Em adoção, o documento de filiação é substituído pelo termo de guarda judicial para fins de adoção ou pela certidão de adoção.

Como Solicitar no Meu INSS

O pedido é feito pelo aplicativo ou site Meu INSS ou pela central telefônica 135, seguindo estes passos:

  • 1.
    Acesse o Meu INSS com seu login da conta gov.br.
  • 2.
    Selecione "Novo Pedido" e busque por salário-maternidade.
  • 3.
    Informe a situação de falecimento da mãe e os dados da criança.
  • 4.
    Anexe os documentos digitalizados (certidão de óbito, certidão de nascimento, comprovantes de contribuição).
  • 5.
    Acompanhe o andamento pelo próprio aplicativo até a conclusão da análise.

Cada caso é analisado individualmente pelo INSS, e a comprovação da qualidade de segurado costuma ser o ponto mais sensível. As informações deste artigo são de caráter informativo e não substituem a orientação de um profissional sobre a sua situação.

Cumulação com a Pensão por Morte

Uma dúvida frequente: o salário-maternidade remanescente impede a pensão por morte? Em regra, não. São benefícios de natureza distinta e analisados separadamente:

Salário-maternidade remanescente — substitui a renda do sobrevivente durante a licença, pelo período restante (art. 71-B). É temporário.

Pensão por morte — devida aos dependentes do segurado falecido (art. 74 da Lei nº 8.213/1991), como o filho menor e o cônjuge. Tem duração e cálculo próprios.

Na prática, a família pode acessar os dois caminhos: o pai recebe o salário-maternidade remanescente, enquanto o filho menor pode ter direito à pensão por morte da mãe falecida. Se você está vivendo essa perda e não sabe por onde começar, o guia meu cônjuge morreu, o que faço no INSS? ajuda a organizar os primeiros passos com calma.

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Nosso canal está aberto para esclarecer suas dúvidas sobre este benefício.

❓ Perguntas Frequentes

O pai pode receber salário-maternidade se a mãe falecer?

Sim, desde que ele tenha qualidade de segurado do INSS na data do óbito e que a mãe também tivesse direito ao benefício (fosse segurada). O art. 71-B da Lei nº 8.213/1991, incluído pela Lei nº 12.873/2013, garante o pagamento ao cônjuge ou companheiro sobrevivente pelo período restante a que a mãe teria direito.

Quanto tempo o pai recebe o salário-maternidade remanescente?

Apenas o tempo que faltava dos 120 dias (ou 180 dias, no Programa Empresa Cidadã). Se a mãe faleceu logo após o parto, o pai pode receber os 120 dias completos. Se ela já havia recebido parte da licença, o pai recebe o que restava do período original.

Posso receber o salário-maternidade do pai e a pensão por morte ao mesmo tempo?

Em regra, sim — são benefícios distintos. O salário-maternidade remanescente substitui a renda durante a licença (art. 71-B). A pensão por morte (art. 74 da Lei nº 8.213/1991) é devida aos dependentes do segurado falecido. Cada um tem requisitos próprios e é analisado separadamente pelo INSS. Consulte um advogado para avaliar seu caso concreto.

Casal homoafetivo: o cônjuge sobrevivente também tem direito?

Sim. A Lei nº 12.873/2013 fala em cônjuge ou companheiro sobrevivente, sem distinção de sexo. Em adoção por casal homoafetivo, se o cônjuge que recebia o salário-maternidade falece, o sobrevivente com qualidade de segurado pode requerer o período remanescente nas mesmas condições.

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📚 Fontes Oficiais e Referencias Legais

Este artigo foi baseado exclusivamente em fontes oficiais do governo brasileiro. Confira abaixo as referências utilizadas para garantir a veracidade das informações.

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