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Pensão por Morte: Valor de R$ 1.621 a R$ 7.786 — Como Calcular em 2026

Atualizado em 12 de março de 2026
19 min de leitura
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Quanto você vai receber de pensão por morte em 2026? O valor varia de R$ 1.621 (salário mínimo) a R$ 7.786,02 (teto do INSS), dependendo da aposentadoria do segurado falecido e do número de dependentes. Desde a Reforma da Previdência de 2019, o cálculo segue uma fórmula clara: 50% + 10% por dependente. Neste guia atualizado, você aprenderá a calcular o valor exato, verá a tabela de duração por idade, entenderá quando a pensão é 100% e como funciona a acumulação com aposentadoria.

Fórmula de Cálculo da Pensão por Morte

Conforme estabelecido pela Lei nº 8.213/1991 (com as alterações da EC 103/2019), o cálculo da pensão por morte no RGPS segue uma fórmula específica composta por duas partes:

Pensão = 50% + (10% × número de dependentes)
Incide sobre o valor da aposentadoria que o segurado recebia ou teria direito a receber na data do óbito

Componentes da Fórmula

  • Cota familiar (50%): Valor fixo base, sempre aplicado independentemente do número de dependentes
  • Cota individual (10%): Valor adicional para cada dependente habilitado junto ao INSS
  • Limite máximo (100%): A soma das cotas não pode ultrapassar 100% do valor da aposentadoria
  • Valor mínimo do benefício: R$ 1.621 (um salário mínimo em 2026), garantido pela Constituição Federal
  • Teto do INSS: R$ 7.786,02 em 2026 — o benefício não pode ultrapassar esse valor
Nº de DependentesPercentualExemplo (base R$ 3.000)
1 dependente60%R$ 1.800
2 dependentes70%R$ 2.100
3 dependentes80%R$ 2.400
4 dependentes90%R$ 2.700
5 ou mais100%R$ 3.000
Valores de referência. O percentual incide sobre a aposentadoria do segurado.

Conforme informações do portal oficial do INSS, essa fórmula se aplica a todos os óbitos ocorridos após 13/11/2019 (data de vigência da Reforma). Para óbitos anteriores, o valor da pensão é de 100% da aposentadoria, independentemente do número de dependentes.

Passo a Passo do Cálculo

Para calcular corretamente o valor da pensão por morte em 2026, siga estes passos na ordem:

  • 1.
    Identifique o valor base: Descubra qual era o valor da aposentadoria que o segurado recebia. Se o segurado ainda não era aposentado, o INSS calculará o valor da aposentadoria por incapacidade permanente a que ele teria direito.
  • 2.
    Conte os dependentes habilitados: Identifique quantos dependentes têm direito ao benefício. Classes de dependência: (1ª) cônjuge/companheiro e filhos; (2ª) pais; (3ª) irmãos.
  • 3.
    Verifique se há dependente inválido: Se houver dependente inválido ou com deficiência grave, a pensão é automaticamente 100% — não é necessário calcular cotas.
  • 4.
    Calcule a cota familiar: Sempre 50% do valor da aposentadoria.
  • 5.
    Calcule as cotas individuais: Multiplique 10% pelo número de dependentes habilitados.
  • 6.
    Some os percentuais: Cota familiar + cotas individuais = percentual total (máximo 100%).
  • 7.
    Aplique sobre o valor base: Multiplique o valor da aposentadoria pelo percentual total.
  • 8.
    Verifique o piso e o teto: Mínimo de R$ 1.621 e máximo de R$ 7.786,02 em 2026.

Como Descobrir o Valor da Aposentadoria

Se você não sabe o valor exato da aposentadoria que o segurado recebia ou teria direito, acesse o Meu INSS ou ligue para o telefone 135 do INSS. Também é possível consultar o extrato de pagamento (HISCRE) para verificar o último valor recebido.

💬 Tem dúvidas se você se encaixa nos requisitos?

Nosso canal está aberto para esclarecer suas dúvidas sobre este benefício.

Exemplos Práticos com Valores Reais

Exemplo 1: Viúva como Única Dependente

Segurado aposentado recebia R$ 2.500 por mês. Deixou apenas a cônjuge como dependente.

  • Cota familiar: 50% de R$ 2.500 = R$ 1.250
  • Cota individual (cônjuge): 10% de R$ 2.500 = R$ 250
  • Pensão total: R$ 1.500 (60% da aposentadoria)

Exemplo 2: Viúva + 1 Filho Menor de 21 Anos

Segurado tinha aposentadoria de R$ 3.000. Deixou cônjuge e um filho de 15 anos.

  • Cota familiar: 50% de R$ 3.000 = R$ 1.500
  • Cota cônjuge: 10% de R$ 3.000 = R$ 300
  • Cota filho: 10% de R$ 3.000 = R$ 300
  • Pensão total: R$ 2.100 (70% da aposentadoria)
  • Quando o filho completar 21 anos: A cota dele cessa, e a pensão cai para R$ 1.800 (60%)

Exemplo 3: Viúva + 2 Filhos

Segurado tinha aposentadoria de R$ 4.000. Deixou cônjuge e dois filhos menores de 21 anos.

  • Cálculo: 50% + (10% × 3) = 80%
  • Pensão total: R$ 3.200
  • Quando 1 filho perder o direito: Cai para 70% = R$ 2.800
  • Quando o 2º filho perder o direito: Cai para 60% = R$ 2.400 (só a cônjuge)

Exemplo 4: Segurado Não Aposentado (Na Ativa)

Trabalhador com salário de contribuição de R$ 5.000 faleceu sem estar aposentado. Deixou companheira como dependente.

  • 1º passo: O INSS calcula o valor da aposentadoria por incapacidade permanente a que ele teria direito (média de 100% dos salários de contribuição desde julho/1994)
  • 2º passo: Supondo que a aposentadoria calculada seria R$ 4.200
  • Pensão: 60% de R$ 4.200 = R$ 2.520

Exemplo 5: Valor Mínimo Garantido

Segurado tinha aposentadoria de R$ 1.800. Deixou apenas um dependente.

  • Cálculo: 60% de R$ 1.800 = R$ 1.080
  • Resultado real: R$ 1.621 (valor mínimo garantido)
  • Motivo: O cálculo resultou em valor inferior ao salário mínimo, então o benefício total é ajustado para o piso constitucional

Tabela de Duração da Pensão por Idade do Cônjuge

Para cônjuges e companheiros, a pensão por morte não é necessariamente vitalícia. A duração depende da idade do dependente na data do óbito do segurado, conforme a tabela abaixo, estabelecida pela Lei nº 8.213/1991, art. 77, § 5º:

Idade do Cônjuge na Data do ÓbitoDuração da Pensão
Menos de 22 anos3 anos
De 22 a 27 anos6 anos
De 28 a 30 anos10 anos
De 31 a 41 anos15 anos
De 42 a 44 anos20 anos
45 anos ou maisVitalícia
Fonte: Lei nº 8.213/1991, art. 77, § 5º. Válida para óbitos após 01/01/2015.

Quando a Pensão É Vitalícia

A pensão por morte é vitalícia para o cônjuge ou companheiro que tinha 45 anos ou mais na data do óbito do segurado. Para dependentes inválidos ou com deficiência grave, a duração é enquanto perdurar a condição, independentemente da idade.

Requisitos Adicionais para a Tabela

A tabela de duração acima só se aplica quando o segurado tinha, na data do óbito, pelo menos 18 contribuições mensais ao INSS e o casamento ou união estável tinha pelo menos 2 anos. Se esses requisitos não forem cumpridos, a pensão dura apenas 4 meses, independentemente da idade do cônjuge.

Quando a Pensão por Morte É 100% (Valor Integral)

Existem situações específicas em que a pensão por morte corresponde a 100% do valor da aposentadoria, independentemente do número de dependentes. Entender essas exceções pode fazer uma diferença significativa no valor recebido.

Dependente Inválido ou com Deficiência Grave

Quando há ao menos um dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave, a pensão é de 100%. Requer comprovação por perícia médica do INSS.

5 ou Mais Dependentes

Quando a soma das cotas atinge 100%: 50% (familiar) + 10% × 5 dependentes = 100%. Situação mais rara, mas possível em famílias numerosas.

Exemplo: Dependente com Deficiência

Segurado tinha aposentadoria de R$ 3.500. Deixou cônjuge e um filho com deficiência intelectual certificada.

  • Sem a regra especial: 50% + 20% = 70% = R$ 2.450
  • Com a regra dos 100%: R$ 3.500 (valor integral)
  • Diferença: R$ 1.050 a mais por mês
  • Duração: Enquanto perdurar a condição de deficiência

Regra Importante

Se a invalidez ou deficiência cessar (por exemplo, após recuperação atestada em perícia), o benefício volta ao cálculo padrão (50% + 10% por dependente). A cota de 100% é mantida apenas enquanto perdurar a condição, conforme o Decreto nº 3.048/1999.

Se você tem um dependente com deficiência e recebe pensão inferior a 100%, pode ser possível solicitar revisão. Saiba mais em nosso artigo sobre como recorrer quando o INSS nega a pensão por morte.

Valor Mínimo (R$ 1.621) e Máximo (Teto INSS)

Valor Mínimo: R$ 1.621

  • Equivale a 1 salário mínimo em 2026
  • Garantido pela Constituição Federal
  • Aplica-se ao benefício total, não por cota
  • Válido mesmo que o cálculo resulte em valor inferior

Valor Máximo: R$ 7.786,02

  • Corresponde ao teto do INSS em 2026
  • Limite para todos os benefícios do RGPS
  • Aplica-se quando a aposentadoria já estava no teto
  • Reajustado anualmente pelo INPC

Como o Reajuste Funciona

A pensão por morte é reajustada anualmente, geralmente em janeiro, no mesmo índice aplicado aos demais benefícios do INSS (INPC). O valor mínimo sempre acompanha o salário mínimo vigente. Em 2026, o reajuste foi de 4,77%, conforme dados do INSS.

💬 Tem dúvidas se você se encaixa nos requisitos?

Nosso canal está aberto para esclarecer suas dúvidas sobre este benefício.

Pensão por Morte para Viúva: Valor e Duração

A viúva (ou viúvo) é a dependente mais comum na pensão por morte. Como dependente de 1ª classe, não precisa comprovar dependência econômica — ela é presumida. O valor segue a mesma fórmula geral.

Quanto a Viúva Recebe?

SituaçãoPercentualExemplo (aposentadoria R$ 3.000)
Viúva como única dependente60%R$ 1.800
Viúva + 1 filho menor70%R$ 2.100
Viúva + 2 filhos menores80%R$ 2.400
Viúva + 3 filhos menores90%R$ 2.700
Viúva + 4 filhos menores100%R$ 3.000
Quando os filhos perdem o direito (aos 21 anos), a pensão da viúva cai para 60%.

A viúva que se casar novamente ou constituir nova união estável não perde o direito à pensão por morte. Saiba mais em nosso artigo viúva que casa de novo perde a pensão por morte?

Além disso, a viúva pode continuar trabalhando normalmente enquanto recebe o benefício. Confira os detalhes em viúva pode trabalhar recebendo pensão por morte?

Pensão por Morte para Filhos: Menor, Maior e com Deficiência

Os filhos são dependentes de 1ª classe (assim como o cônjuge) e têm direito à pensão por morte em diferentes situações. A duração e as regras variam conforme a idade e condição do filho.

Filho Menor de 21 Anos

O filho menor de 21 anos tem direito à pensão por morte até completar 21 anos, quando a cota individual cessa automaticamente. Não é necessário comprovar dependência econômica.

Filho Maior de 21 Anos

O filho maior de 21 anos geralmente não tem direito à pensão por morte, mesmo que esteja estudando. A exceção é quando o filho é inválido ou possui deficiência — nesse caso, a pensão pode ser mantida por tempo indeterminado.

Filho com Deficiência

Filhos com deficiência intelectual, mental ou grave mantêm o direito à pensão por morte independentemente da idade, enquanto perdurar a condição. Além disso, a existência de dependente com deficiência grave garante que a pensão seja de 100% do valor da aposentadoria.

Divisão das Cotas entre Filhos

Quando há vários filhos como dependentes, cada um recebe uma cota individual de 10%. Quando um filho perde o direito (ao completar 21 anos, por exemplo), sua cota não é redistribuída — ela simplesmente cessa, reduzindo o valor total da pensão.

Pensão por Morte de Aposentado: Como Calcular

Quando o segurado falecido já era aposentado, o cálculo é mais simples porque o valor base já é conhecido: é o próprio valor da aposentadoria que ele recebia mensalmente.

Passo a Passo para Aposentado

  • 1.
    Consulte o último pagamento: Verifique o valor bruto da aposentadoria no extrato do INSS (Meu INSS ou HISCRE)
  • 2.
    Use esse valor como base: Não é necessário recalcular médias — o valor é o da aposentadoria em si
  • 3.
    Aplique a fórmula: 50% + 10% por dependente
  • 4.
    Confira piso e teto: Mínimo R$ 1.621 / Máximo R$ 7.786,02

Exemplos com Diferentes Valores de Aposentadoria

Aposentadoria1 Dep. (60%)2 Dep. (70%)3 Dep. (80%)
R$ 1.621 (mínimo)R$ 1.621*R$ 1.621*R$ 1.621*
R$ 2.500R$ 1.621*R$ 1.750R$ 2.000
R$ 4.000R$ 2.400R$ 2.800R$ 3.200
R$ 6.000R$ 3.600R$ 4.200R$ 4.800
R$ 7.786,02 (teto)R$ 4.671,61R$ 5.450,21R$ 6.228,82
* Valor ajustado para o piso de R$ 1.621 (salário mínimo 2026).

Acumulação: Pensão por Morte + Aposentadoria

Desde a Emenda Constitucional 103/2019, é possível acumular pensão por morte com aposentadoria, mas com redução. Você recebe 100% do maior benefício e um percentual escalonado do menor.

Faixas de Acumulação

Faixa do Benefício MenorPercentual Recebido
Até 1 salário mínimo (R$ 1.621)60%
De 1 a 2 salários mínimos (R$ 1.621 a R$ 3.242)40%
De 2 a 3 salários mínimos (R$ 3.242 a R$ 4.863)20%
De 3 a 4 salários mínimos (R$ 4.863 a R$ 6.484)10%
Acima de 4 salários mínimos (acima de R$ 6.484)0%

Exemplo Prático de Acumulação

Maria recebe aposentadoria de R$ 3.500 e tem direito a pensão por morte de R$ 2.000:

  • 1.
    100% da aposentadoria (maior benefício): R$ 3.500
  • 2.
    Pensão (menor benefício) — Faixa 1: 60% de R$ 1.621 = R$ 972,60
  • 3.
    Pensão — Faixa 2: 40% de R$ 379 (R$ 2.000 - R$ 1.621) = R$ 151,60
  • 4.
    Total que Maria recebe: R$ 3.500 + R$ 972,60 + R$ 151,60 = R$ 4.624,20

Para um guia completo sobre esse tema, consulte nosso artigo sobre regras de acumulação de pensão por morte com aposentadoria em 2026.

Quando a Pensão por Morte É Cortada (Cessação)

A pensão por morte pode ser cessada (cortada) em diversas situações. Entender esses motivos ajuda a evitar surpresas e a se preparar financeiramente.

Motivos de Cessação da Pensão

  • Filho completar 21 anos — exceto se inválido ou com deficiência
  • Fim do prazo por idade — para cônjuges com menos de 45 anos na data do óbito, conforme a tabela de duração
  • Cessação da invalidez — quando o dependente inválido se recupera (atestado por perícia do INSS)
  • Morte do dependente — a cota é extinta
  • Condenação criminal — se o dependente for condenado pela morte do segurado (trânsito em julgado)
  • Simulação ou fraude — em caso de comprovação de fraude na habilitação
  • Renúncia ao benefício — quando o dependente opta por não receber

Novo Casamento Não Corta a Pensão

Um dos maiores mitos sobre pensão por morte: a viúva que se casa novamente ou constitui nova união estável não perde a pensão. Essa regra mudou em 2015. Saiba mais em nosso artigo sobre o tema.

O que Acontece com a Cota Cessada?

Quando um dependente perde o direito à pensão, sua cota individual de 10% não é redistribuída para os demais dependentes. Ela simplesmente é extinta, reduzindo o percentual total do benefício. Exemplo: se havia 3 dependentes (80%) e um perdeu o direito, o valor passa a 70%.

INSS Negou a Pensão por Morte? Como Recorrer

O INSS pode negar a pensão por morte por diversos motivos, como falta de documentos, não comprovação da qualidade de segurado ou divergência sobre a condição de dependente. Se isso aconteceu com você, existem caminhos para reverter a decisão.

Motivos Comuns de Negativa

  • Perda da qualidade de segurado: O falecido não contribuía há tempo e perdeu a cobertura previdenciária
  • Falta de comprovação da união: Companheira sem documentos que comprovem a união estável
  • Dependência econômica não comprovada: Para pais e irmãos (dependentes de 2ª e 3ª classe)
  • Documentação incompleta: Falta de certidão de óbito, documentos de identidade ou comprovantes

Como Recorrer

  • 1.
    Recurso administrativo: Apresente recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) em até 30 dias da notificação
  • 2.
    Reúna documentos adicionais: Fotos, declarações de vizinhos, contas conjuntas, plano de saúde como dependente
  • 3.
    Ação judicial: Se o recurso administrativo for negado, é possível ingressar com ação na Justiça Federal

Para um guia detalhado sobre como reverter a negativa, leia nosso artigo sobre pensão por morte negada: como recorrer.

💬 Tem dúvidas se você se encaixa nos requisitos?

Nosso canal está aberto para esclarecer suas dúvidas sobre este benefício.

Erros Comuns no Cálculo da Pensão por Morte

  • Esquecer a cota familiar (50%): Muitas pessoas calculam apenas 10% por dependente, mas a base fixa de 50% sempre se aplica
  • Ultrapassar 100%: O cálculo 50% + (10% × 6) = 110% está errado — o máximo é sempre 100%
  • Aceitar valor abaixo do mínimo: O benefício total nunca pode ser inferior a R$ 1.621 em 2026
  • Calcular sobre o salário de contribuição: A base é o valor da aposentadoria (não o salário), que pode ser diferente
  • Não verificar a regra dos 100%: Se há dependente inválido ou com deficiência grave, o benefício deve ser integral
  • Achar que cota cessada é redistribuída: Quando um dependente perde o direito, sua cota de 10% é simplesmente extinta

Identificou um Erro no Seu Benefício?

Se você identificou que o valor da sua pensão por morte está incorreto, é possível solicitar revisão ao INSS pelo Meu INSS ou telefone 135. Erros de cálculo podem resultar em valores pagos a menor — e você tem direito às diferenças retroativas. Em caso de dúvida, consulte um advogado previdenciarista.

Conclusão

O cálculo da pensão por morte em 2026 segue a fórmula 50% + 10% por dependente, com valores entre R$ 1.621 (salário mínimo) e R$ 7.786,02 (teto do INSS). Em casos de dependentes inválidos ou com deficiência grave, o benefício é de 100% da aposentadoria. Cônjuges com 45 anos ou mais na data do óbito recebem pensão vitalícia, e é possível acumular pensão com aposentadoria seguindo as faixas de redução.

Compreender essas regras é essencial para saber exatamente quanto você tem direito a receber e para identificar possíveis erros no cálculo do INSS. Se você tiver dúvidas, consulte o INSS pelo telefone 135 ou busque orientação de um advogado especializado.

Para mais informações sobre pensão por morte, consulte nosso guia completo de pensão por morte 2026 ou veja os prazos para solicitar a pensão por morte.

❓ Perguntas Frequentes

Qual o valor da pensão por morte em 2026?

O valor da pensão por morte em 2026 varia entre R$ 1.621 (um salário mínimo, valor mínimo garantido) e R$ 7.786,02 (teto do INSS). O cálculo é: 50% do valor da aposentadoria do segurado + 10% por dependente habilitado. Com 1 dependente, o percentual é 60%; com 2 dependentes, 70%, e assim por diante até o máximo de 100%.

Qual o valor da pensão por morte para 2 filhos?

Com 2 filhos como dependentes, a pensão por morte é de 70% do valor da aposentadoria do segurado (50% de cota familiar + 10% por cada filho = 20%). Exemplo: se a aposentadoria era R$ 3.000, a pensão será R$ 2.100. Se o cálculo resultar em valor inferior a R$ 1.621, o benefício total é ajustado para o salário mínimo.

Quando a viúva recebe 100% da pensão por morte?

A viúva recebe 100% da pensão por morte em duas situações: (1) quando há 5 ou mais dependentes habilitados (50% + 10% × 5 = 100%); ou (2) quando algum dependente é inválido ou possui deficiência intelectual, mental ou grave. Neste último caso, o benefício é integral enquanto perdurar a condição.

Pensão por morte tem valor mínimo?

Sim. O valor mínimo do benefício de pensão por morte é um salário mínimo vigente (R$ 1.621 em 2026), garantido pela Constituição Federal. Mesmo que o cálculo pela fórmula resulte em valor inferior, o benefício total nunca será menor que esse piso.

Como calcular pensão por morte de aposentado?

Para calcular a pensão por morte de aposentado, use o valor exato da aposentadoria que ele recebia como base de cálculo. Aplique a fórmula: 50% (cota familiar) + 10% por dependente. Exemplo: aposentadoria de R$ 4.000 com cônjuge e 1 filho = 50% + 20% = 70% = R$ 2.800.

Tabela de idade para receber pensão por morte — como funciona?

Para cônjuges e companheiros, a duração da pensão por morte depende da idade na data do óbito: menos de 22 anos recebe por 3 anos; de 22 a 27 anos, por 6 anos; de 28 a 30 anos, por 10 anos; de 31 a 41 anos, por 15 anos; de 42 a 44 anos, por 20 anos; e 45 anos ou mais, a pensão é vitalícia.

Pode acumular pensão por morte com aposentadoria?

Sim, é possível acumular pensão por morte com aposentadoria desde a EC 103/2019. Você recebe 100% do maior benefício e percentuais do menor em faixas: 60% até 1 salário mínimo, 40% entre 1 e 2 salários, 20% entre 2 e 3 salários, e 10% entre 3 e 4 salários. Acima de 4 salários mínimos, 0%.

Como saber se a pensão por morte é vitalícia?

A pensão por morte é vitalícia para cônjuges e companheiros que tinham 45 anos ou mais na data do óbito do segurado. Para filhos, dura até os 21 anos (ou enquanto houver invalidez/deficiência). Para dependentes inválidos ou com deficiência grave, dura enquanto perdurar a condição.

Pensão por morte valor integral — quando é possível?

A pensão por morte equivale ao valor integral (100%) da aposentadoria do segurado quando: (1) há dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave; ou (2) quando a soma das cotas atinge 100% (5 ou mais dependentes). Fora dessas situações, o máximo com 1 dependente é 60%.

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📚 Fontes Oficiais e Referencias Legais

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